segunda-feira, 9 de abril de 2018

Colectiva de Desenho







Exposição colectiva na Extéril no Porto, de  24.03 a 11.0
curadoria de Teixeira Barbosa


O desenho apresenta-se como o meio mais habilitado para a apresentação das ideias e dos múltiplos modos de pensamento nas diversas áreas do conhecimento, das ciências às artes encontram-se distintos processos de registo gráfico que manifestam o pensável.
O desenho, por reflectir as ideias, torna-se no meio mais idóneo para as transmitir; com efeito, os sinais do desenho traduzem graficamente em estruturas visíveis, com grande dimensão operativa e instrumental, o que é idealizado, e, portanto, pensável, mas, também traduzem, com uma dimensão cognitiva e abstracta bastante elevada, as mesmas ideias e isto, justamente, é o que acontece no plano de registo, onde se defrontam e relacionam problemas complexos que comprometem um conhecimento existencial (Juhani Pallasmaa), não apenas racional, uma vez que a consciência humana é uma consciência corporal (Juhani Pallasmaa) que se encontra alojada na memória corporal, como experiência do mundo, permitindo um conhecimento existencial aparentemente oculto revelado na presença dos elementos plásticos.
Com esta exposição pretende-se colocar a par as múltiplas acções de intervenção gráfica que traduzem modos de ver e pensar, soluções gráficas e plásticas que tornam visível o plano das ideias, das sensações e da experimentação.



Artistas participantes:
Alberto Lage . Alexandre A. R. Costa Ana Efe . Ana Luisa Oliveira . Ana Pais Oliveira . Ana Torrie . André Silva Andy Calabozo . António de Sousa . António Troufa . Artur Durão . Beatriz Albuquerque . Beatriz Nunes . Camilo Rebelo . Carlos Mensil . Carlos Pinheiro . Carmo Azeredo . Carolina Grilo Santos Clara Silva . Clara Vale Cláudia Amandi . Cecília Albuquerque . Daniel Moreira . Daniel Silvestre da Silva . Eduarda Andresen . Eduardo Matos . Felícia Teixeira . Filipa Cruz . Filipa Ferreira . Filipa Pinho . Filipe Garcia . Francisco Braga . Francisco Laranjeira . Francisco Pessegueiro . Hugo Soares . Isaque Pinheiro . JAS . Joana Nieto Pimentel . João Baeta João Bonito . João Brojo . João Gigante . Joaquim Pinto Vieira . Joaquim Teixeira . Jorge Abade . Jorge Fernando Santos . Jorge Marques . José Cabral Dias . José Maria Lopes . Júlio Dolbeth . Leonel Cunha . Luís Filipe Rodrigues . Luís Fortunato Lima . Luís Viegas . Luísa Abreu . Luísa Lima . Mafalda Marques . Manuel Graça Dias Manuela dos Campos . Manuela São Simão . Maria Leonor Moreira . Maria Marinho Edgell . Mariana Sales Teixeira Marco Mendes . Mário Bismarck . Marta Silva . Miguel Bandeira Duarte . Miguel Seabra . Natacha Antão . Nazaré Alvares . Nuno Sarmento . Nuno Sousa . Paulo Bastos . Paulo Freire de Almeida . Paulo Luís Almeida . Paulo Moreira . Pedro Alegria . Pedro Maia . Pedro Sousa Vieira . Reis Valdrez . Ricardo Leite . Ricardo Rodrigues Rita Castro . Rui Cardoso . Rui Effe . Rui Vitorino Santos . Rute Rosas . Sandra Cardoso . Sandra Roda . Silvia Simões . Sofia Neto Teixeira Barbosa . Verónica Calheiros . Vítor Israel . Vítor Silva Cravo . Wiola Stankiewicz

Extéril : mais informação

Poste - vídeo arte


"Ordem e Progresso (Pixote) " de Daniel Moreira e Rita Castro Neves
3'14''
2017
Agradecimentos:
Projeto Fidalga, Felipe Souto Ferreira e Ocupação Ouvidor 63.

Sinopse:
Ordem e Progresso (Pixote) é uma obra em vídeo realizada a partir da experiência especial e única da Residência Paulo Reis no Ateliê Fidalga, durante o mês de agosto de 2017. 

A obra é filmada a partir do último andar daquela que se define como a maior ocupação artística da América Latina, a Ocupação Ouvidor 63, uma ocupa - juridicamente ilegal mas ética e socialmente legítima - de um edifício estatal deixado ao abandono e à decrepitude, por mais de 100 artistas, a 1 de maio de 2014.

O vídeo é um plano fixo que enquadrando três edifícios de cinzenta arquitetura, vai sendo invadido pelo movimento, sub-reptício e a meia haste, de uma desproporcionada bandeira do Brasil (a da justamente chamada Praça da Bandeira no centro de São Paulo). A simbólica bandeira de Ordem e Progresso magnetiza como um sinal dos tempos Temer-osos, escondendo-se e ressurgindo atrás de um outro prédio desocupado. Aqui, insígnias da tradicional pixação paulista, juntam-se a uma homenagem à personagem do filme icónico brasileiro Pixote (Hector Babenco, 1980).



Uma bandeira que tremula timidamente em uma cidade enevoada, em meio a edificações algo aterrorizantes. O mesmo amálgama urbano, só que visto por outro ângulo, a atestar uma urbe de fluxos quase estrangulados. Detritos da construção civil mesclados a imagens de devastação. Chuva ácida, poluição, temor nuclear. Cacarecos dos escambos, trocas e vendas de cunho popular, como a dar o tom num panorama pré-apocalíptico. O ritmo de sobrevivência que persiste, apesar da falta da própria e legítima terra e dos incessantes conflitos advindos da luta por território. Paisagem-território que não deixa de se descortinar pelo âmbito político.


Mario Gioia, excerto do texto curatorial de Elogiamos a casa que se abre a perder de vista, na galeria Bolsa de Arte, de São Paulo, Dezembro 2017. 

Exposição colectiva no Poste - vídeo Arte, de  24.03 a 11.0
Daniel Moreira e Rita Castro Neves . Reis Valdrez . Sofia F. Augusto 
curadoria de João Gigante e Hugo Soares

Poste - vídeo Arte : mais informação 

Livro\cd «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra








Livro\cd  «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra, editado pela Abysmo



Horta Seca, Lisboa, 17 Março



Vou vivendo vários livros ao mesmo tempo, a pensar na cadência da frase, na profundidade de uma observação, a conversar com personagens, a dialogar, em silêncio ou não, com o autor, a vislumbrar a sombra do objecto. Matuto ainda no detalhe, nas inúmeras combinações a convocar para que se torne material um espírito volátil suscitado pelas letras. Depois, a urgência obriga-me a mergulhar como âncora em um apenas, aquele e não outro. Nos últimos dias foi «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra. Primeiro foi a música do Tiago Inuit, Luís Bastos e Filipe Valentim, capitaneada pelo Alex Cortez a partir de busca da voz dos poetas, Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, Filipa Leal, Paulo José Miranda e Valério Romão. Seguiu-se a harmonização das vozes deles com a dos diseurs, Paula Cortes, Nuno Miguel Guedes, André Gago e Miguel Borges. Muitas afinações depois, o papel começava a ser horizonte desenhado pelo Daniel Moreira, através de aproximações esboçadas em objectos e seres fragilizados pelo lápis, fragmentos de natureza, minerais e madeira, paisagens melancólicas, céus e paredes com sujidades, correcções a branco (exemplo algures na página). O livro chegou ontem, também ele concebido pelo Daniel como caderno de campo, diário de viagem, com páginas em branco para serem desenhadas pelos leitores a partir da experiência dos inúmeros concertos anunciados, ou do cd com vozes e música ou das palavras ou do silêncio. Hoje celebramos a exposição, não apenas de desenhos, mas da ideia que os sustentam, móveis que permitem aos que queiram sentar-se, ouvir, ler, desenhar. Uma janela apenas abre para outras linguagens, uma caixa com vista para a oficina do artista. , «Caderno de um Mundo Inacabado», assim se chama. O Daniel interpretou bem a força que se solta desta fragilidade, a palavra como ferida no joelho nascida do tropeção durante a corrida. Desenhou sobre o abysmo uma montanha que se pode tocar, subir com os dedos.

excerto do texto "Geometrias variáveis" do João Paulo Cotrim para o Hoje Macau sobre o Livro\cd  «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra e da exposição Caderno de um mundo inacabado na Abysmo galeria, publicado no dia 21 de Março.


Caderno de um mundo inacabado











Caderno de um mundo inacabado - exposição na Abysmo galeria, Março de 2018

A partir do projecto «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra, imagens mentais materializaram-se em desenhos, instaurando-se na folha como prolongamento do poema. A palavra foi transformada num traço, numa história visual contada também no livro muito peculiar que resultará de todo este processo (poesia dita, musicada e ilustrada, nem sempre por esta ordem). Registos “nem sempre acabados” do mundo. São desenhos sem título, que surgem de um movimento, de um risco ou de uma mancha de tinta, sobre a página de um caderno em aberto. Existe um som quase invisível neste labirinto de imagens, tratam-se de desenhos de palavras. Fizeram-se assim apontamentos visuais em contraponto à matéria sonora.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Caderno de um mundo inacabado



Sábado, dia 17 de março das 18h30 às 20h, em Lisboa, Inaugura a exposição Caderno de um mundo inacabado de Daniel Moreira e apresentação do Livro\CD “Poetas Portugueses de Agora” da Lisbon Poetry Orchestra na Abysmo galeria.


Caderno de um mundo inacabado

A partir do projecto «Poetas Portugueses de Agora», da Lisbon Poetry Orchestra, imagens mentais materializaram-se em desenhos, instaurando-se na folha como prolongamento do poema. A palavra foi transformada num traço, numa história visual contada também no livro muito peculiar que resultará de todo este processo (poesia dita, musicada e ilustrada, nem sempre por esta ordem). Registos “nem sempre acabados” do mundo. São desenhos sem título, que surgem de um movimento, de um risco ou de uma mancha de tinta, sobre a página de um caderno em aberto. Existe um som quase invisível neste labirinto de imagens, tratam-se de desenhos de palavras. Fizeram-se assim apontamentos visuais em contraponto à matéria sonora.

Abysmo galeria – Rua da Horta, 40, 1200-221 Lisboa

Ainda, um lugar



Ainda, um lugar parte da tentativa de conhecer uma curva, de uma estrada, da paisagem alentejana. As tentativas do conhecer refazem-se em cada peça, através de aproximações e afastamentos, recorrências e descobertas, de noite e de dia, a diferentes horas, através de desenhos, vídeo e fotografias em digital, diapositivo e negativo cor, com diferentes câmaras, de diferentes formatos. Pois são vários os caminhos.
O que significa conhecer um lugar? Qual o caminho para o conseguirmos representar? Na exposição, caixas de luz, projeções, fotografias impressas e desenhos – uns sobrepostos outros não – realizam um novo percurso pelas possibilidades de um lugar, que não se consegue fixar. Este fazer e refazer - da estrada e do trabalho artístico - sublinham o carácter subjetivo da proposta, evidenciando a tessitura de um diálogo a duas vozes.
Continuando uma primeira aproximação a esta curva, com a exposição um lugar na Biblioteca da Fundação José Rodrigues no Porto, em Maio e Junho de 2017, a exposição expande um projeto que nos persegue, espalhado no tempo, como um tempo que se possa exprimir numa lonjura.                                         


Texto da exposição: Gabriela Vaz-Pinheiro

Agradecimentos especiais ao André Gomes, à Gabriela Vaz-Pinheiro e ao Paulo Mendes.

A Casa Museu Medeiros e Almeida está aberta de segunda a sábado das 10h às 17h e a exposição fica até ao dia 31 de março, na Rua da Rosa Araújo nº 41 em Lisboa.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Trilho





Inaugura 
no sábado dia 3 de fevereiro das 15h às 18h, em Lisboa, a exposição Trilho de Daniel Moreira e Rita Castro Neves, no Museu Geológico. O Museu Geológico está aberto de segunda a sábado das 10h às 18h e a exposição fica até ao dia 15 de fevereiro, na Rua da Academia das Ciências nº 19, 2º. 


Trilho 
Perseguindo a linha de trabalho que têm desenvolvido à volta da representação da paisagem e da ideia de percurso e territórioDaniel Moreira e Rita Castro Nevesapresentam um conjunto de trabalhos na sequência da experiência que tiveram em 2017, de percorrer 75 km dochamado Trilho dos Pescadorespela Costa Vicentina de Porto Covo a Odeceixe.
Mais do que descrever o trilho pretende-se pensar como se pode conhecer um lugarandandoestudandofotografandodesenhandoJuntando peças várias e organizando-ascomo quem mentalmente reorganiza e ligalocais. Da experiência física ao processo mental, do cansaço à reflexão, usando documentos e memória, num movimento entre imagem desenhada e fotografada - do trilho, ao atelier, para a sala do museu geológico.

Texto da exposição: Pedro Pousada

Agradecimentos especiais ao Pedro, ao João Gigante, ao Paulo Mendes, ao Gustavo Costa e à Escola de Mergulho Amigos do Mar.