terça-feira, 9 de abril de 2019

STUDIOLO XXI – desenho e afinidades



De 13 de abril a 29 de setembro de 2019
Curadoria de Fátima Lambert

Em Studiolo XXI – desenho e afinidades, os artistas conduzem-nos num exercício feliz. Uma caminhada estética é empreendida; traçam-se percursos quietos, onde a contemplação levite e a ação crítica se desencadeie. As obras expostas proporcionam intervalos para fruir a lentidão ou fugacidade, duração ou sofreguidão. Recupera-se o direito de se ver rodeado daquelas imagens-desenho-ideias que enchem o ânimo de lucidez.

Floresta Atlântica _ SPArte 2019





Floresta Atlântica entre Waltercio Caldas e Amílcar de Castro na SPArte 2019 em São Paulo. Galeria Celma Albuquerque Stand J 06. Floresta Atlântica um projecto de António Olaio, Daniel Moreira, Débora Mazloum, Hugo Rodrigues Cunha, Isaura Pena, Júnia Pena, Malu Fatorelli, Nena Balthar, Rita Castro Neves, Susana Anágua e Vanda Madureira. 

Fotos de Isaura Pena

Intervenção: Dentro

Intervenção: Dentro

Os artistas Daniel Moreira e Rita Castro Neves convidam Aida Castro e Maria Mire – também uma dupla de artistas - a intervir na sua exposição que decorre desde 6 de Março na sala do laboratório de química analítica do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. O desafio tem por base conversas, questionamentos e sintonias antigas sobre o que pode ser uma exposição, um texto crítico e o trabalho coletivo, numa perspectiva de questionar através da prática, o alargamento das possibilidades do campo expositivo e a possibilidade de criação em discussão. A intervenção na exposição Dentro, sendo um momento de criação de uma nova realidade atuante e atualizante da instalação já em curso, é uma realidade complexa que se apresenta simultaneamente como ação e reflexão. Efémera no tempo - a intervenção decorre das 18h às 20h de quinta feira do dia 28 de Março – esta nova existência é também copresença: como uma das linhas de um cadavre exquis.


Intervenção: Dentro

The artists Daniel Moreira and Rita Castro Neves invite Aida Castro and Maria Mire - an artistic duo as well - to intervene in their exhibition which has been on display since the 6th March at the analytical chemistry lab room of the Natural History and Science National Museum in Lisbon. The challenge draws on conversations, questionings and old aligned thoughts about what an exhibition entails, a critical text and a collective work, aiming at questioning through praxis the expansion of exhibition space possibilities and the possibility of creation within discussion. The art intervention in the exhibition Dentro (Inside), being a moment of creation of a new reality which acts and updates the installation already in progress, is a complex reality that presents itself both as action and reflection. Ephemeral in time - it takes place between 6 p.m. and 8 p.m. on Thursday 28th March - this new existence is also co-presence: like one cadavre exquis' line.


:::::::::::::: 


intervenção.aida.maria_LR.jpg

:::::::::::::: 


Aida Castro & Maria Mire são uma dupla artística que inaugurou a sua prática em 2017, depois de partilhar intensamente várias investigações e outros trabalhos colectivos (Colectivo Embankment e Plataforma Ma). Esta opção pelo modo cruzado, para além de insistir num qualquer exercício básico da óptica, ou no desvelamento das suas artimanhas, conseguiu instituir-se como uma metodologia prática: uma estereoscopia imposta. Esta dupla assume a posição do método de paralaxe, no qual se considera a distância e a diferença da percepção entre dois corpos observadores perante um mesmo objecto no processamento de imagem. Se não fosse duplo, seria um corpo hipotético em constante movimento, a acelerar de um lado para o outro. Lançaram em 2018 a publicação "Mácula/INLAND JOURNAL 3", a convite de Eduardo Matos e André Cepeda. 

Aida Castro & Maria Mire are an artistic duo who have debuted in 2017, after an intense cooperation in several researches and other collective works (Colectivo Embankment and Plataforma Ma). The choice of the crossed mode, besides the insistence in any mere optical exercise or in unveiling its tricks, has managed to become a practical methodology: an imposed stereoscopy. The duo postulates the parallax method position in which are considered the distance and the difference of perception between two observing bodies in relation to the same object during the image processing. If it were not double, it would be a hypothetical body in constant movement and acceleration, going from one place to another. They have published "Mácula/INLAND JOURNAL 3" (2018), following an invitation from Eduardo Matos and André Cepeda.

:::::::::::::: 


1.jpg

9.jpg
vistas da instalação na sala do laboratório de química analítica do museu 
installation views at the museum's analytical chemistry lab room 

:::::::::::::: 

(...) Com esta exposição Daniel e Rita conseguem ter o distanciamento suficiente para criarem um idealismo circunstancial no qual não se limitam ao espaço físico da sala. Há uma nítida procura do espaço temporal e emocional, uma inquietude de análise que indaga sobre o interior das coisas, dentro da matéria, dentro do museu, remetendo-nos para o título da exposição.

Na exposição Dentro evidencia-se a procura da reconciliação do ser humano com a natureza, realidade cada vez mais distante mas mais próxima nos trabalhos de alguns artistas. No laboratório sente-se o silêncio da exposição “O silêncio é o último gesto extraterreno do artista: através do silêncio ele liberta-se do cativeiro servil face ao mundo, que aparece como patrão, cliente, consumidor, oponente, árbitro e desvirtuador de sua obra.” (Susan Sontag in: Vontade Radical, A estética do silêncio). A cumplicidade da criação artística de Daniel e da Rita é evidente como se apercebe na instalação Dentro realizada em diferentes suportes materiais onde se ouve o silêncio. (...) 

Sofia Marçal curadora da exposição


(...) In the exhibition Dentro it is evident the search for the reconciliation of the human being with nature, an ever more distant reality, that is nonetheless closer in the works of some artists. In the laboratory one can feel the silence of the exhibition. “Silence is the artist’s ultimate other-worldly gesture: by silence, he frees himself from servile bondage to the world, which appears as patron, client, consumer, antagonist, arbiter, and distorter of his work." (Susan Sontag in: Radical Will, The Aesthetics of Silence). The complicity of Daniel and Rita’s artistic creation is easily perceived in the installation, which is realized in different material supports, and where silence is heard. (...)

Sofia Marçal curator


:::::::::::::: 

Intervenção de Aida Castro e Maria Mire quinta feira 28 de Março das 18h às 20h
Curadoria de Sofia Marçal
Exposição Dentro patente até 31 de Março
Museu Nacional de História Natural e Ciência da Universidade de Lisboa 
Rua da Escola Politécnica 56, Lisboa
Horário: terça a sexta das 10h às 17h, sábado e domingo das 11h às 18h


Intervention by Aida Castro e Maria Mire on Thursday 28th March from 6pm to 8pm
Curator Sofia Marçal
Exhibition Dentro continues until 31st March
Museu Nacional de História Natural e Ciência da Universidade de Lisboa 
Rua da Escola Politécnica 56, Lisbon
Opens: Tue-Friday 10am–5pm, Sat-Sunday 11am-6pm

quinta-feira, 14 de março de 2019

Dentro

Dentro_ cartaz convite_LR.jpg

DENTRO

Daniel Moreira e Rita Castro Neves
Curadoria: Sofia Marçal
Participação: Aida Castro e Maria Mire

A instalação para a sala de química analítica do Museu da Politécnica, parte do património da instituição enquanto universo inspiracional e aprofunda a pesquisa da dupla de artistas sobre matéria, natureza, processo e conhecimento, numa instalação de objetos vários e técnicas diversas. Dentro especula sobre a possibilidade de uma visão sobre o interior das coisas. De dentro do museu, a partir de uma tentativa de adentramento das matérias.
No museu, o estudo, o tratamento, a classificação, e o display dos espécimes, enquanto fenómenos impressionantes, simultaneamente, da natureza e da estética, é uma prática de associação do património ao conhecimento. Na Politécnica, como noutros museus, colecionar pedaços da natureza cria paisagens dentro de portas, e sugere imagens mentais aos seus visitantes, ancoradas no conhecido, mas despoletadas pelo desconhecido. O potencial destas paisagens interessa-nos também enquanto forma de criar conhecimento, mais do que do, sobre o mundo. 


Exposição de 8 a 31 de Março
Intervenção de Aida Castro e Maria Mire - 28 de Março às 18h

Museu Nacional de História Natural e Ciência da Universidade de Lisboa 
Rua da Escola Politécnica 56, Lisboa
Horário: terça a sexta das 10h às 17h, sábado e domingo das 11h às 18h



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

"da terra acesa" na TimeOut!


Playlist



Playlist . Café Candelabro . Porto . 2018
instalação com | installation with Rita Castro Neves
curadoria de | curated by Nuno Ramalho

Elementos (da terra acesa e da serra da estrela) 2018
Filme em hd (5’, loop) projetado sobre 2 desenhos a grafite sobre papel vegetal (90x110cm cada)
Hd video (5’, loop) projected over 2 graphite drawings on tracing paper (90 x 110 cm each)


Mais sobre a Playlist aqui.
More about the Playlist here.


da terra acesa


exposição da terra acesa na sput&nik the window, no Porto. 
O som é do Gustavo Costa e o texto da exposição da Vera Lúcia Carmo. 

exhibition da terra acesa (on the lit earth) at sput&nik the window, Porto, Portugal. 
Sound is by Gustavo Costa and the exhibition text by Vera Lúcia Carmo.






Para quem se debruça sobre a paisagem, os incêndios florestais portugueses - da destruição, da má política, do lucro fácil e da má memória – são matéria sensível para trabalhar questões muito prementes sobre território, ação humana e natureza.­­
Por força dos grandes incêndios de 15 de outubro de 2017 em Pedorido, Castelo de Paiva, nas desativadas Minas do Pejão, o carvão que se encontra debaixo da terra e que está naturalmente em combustão lenta, ativa-se com o aquecimento global provocado pelo incêndio florestal, entrando em combustão acelerada visível. À destruição provocada em cima da terra corresponde uma ebulição debaixo dos pés – num movimento descontrolado e em cadeia que ameaça, com fumo e fogo, a vida à superfície.
Foi nas antigas Minas do Pejão, dentro do seu terreno vedado, e na altura a ser tratado com químicos, que com Gustavo Costa, gravámos imagens e sons com paus queimados de uma árvore que outrora pertenceu a uma mata.
da terra acesa é uma instalação realizada para o espaço da sput&nik the window, que apresenta uma paisagem e o seu avesso, para a partir da construção de uma aparência e do seu reverso pensar a destruição do território e a estrutura do comportamento humano. Assim se reacendendo feridas antigas.

Para a realização deste projeto agradecemos especialmente ao Gustavo Costa e à Sonoscopia, à Vera Lúcia Carmo, à Ana Effe, ao Luís Xavier e ao Baltazar, à Eduarda Andresen, ao Sr. Agostinho Moreira de Sousa e aos atuais proprietários das Minas do Pejão.
Our special thanks to Gustavo Costa and Sonoscopia, Vera Lúcia Carmo, Ana Effe, Luís Xavier and Baltazar, Eduarda Andresen, Agostinho Moreira de Sousa and the current landlords of Minas do Pejão (Pejão coal mines).

---------------------------

Inauguração no sábado 24 de Novembro de 2018 às 21h30
Último dia da exposição dia 19 de Janeiro de 2019
Rua do Bonjardim nº 1340 no Porto | sputenik169@gmail.com
Horário por marcação (919 010 716) de quinta a sábado

Opening Saturday 24th November 2018 at 9.30 pm
Last day of the exhibition is 19th January 2019
Rua do Bonjardim no.1340, Porto Portugal | sputenik169@gmail.com
The gallery opens by appointment (+351 919 010 716) from Thursdays to Saturdays

---------------------------

A sput&nik the window tem os apoios da Doce Alto, Vinho Verde, Maiasape e Tommasino Design.
Sput&nik the window is supported by Doce Alto, Vinho Verde, Maiasape and Tommasino Design.


sábado, 10 de novembro de 2018

Montanha Magica*

A convite do projeto Montanha Mágica* Arte e Paisagem da Universidade da Beira Interior - UBI realizámos uma residência artística, em junho deste ano, na Serra da Estrela. Essa experiência materializa-se agora numa exposição no Museu de Lanifícios da Covilhã com o título Residir é mais um atravessar. A exposição pode ser visitada até ao dia 30 de Novembro. Toda a programação aqui.

Following an invitation by the Magic Mountain* Art and Landscape project by the Universidade da Beira Interior - UBI, we were on an artist residency, June this year, at the Serra da Estrela. This experience materializes now in an exhibition at the Covilhã Museu de Lanifícios (Wool Museum), the titled is Residir é mais um atravessar (residing is more of a passing through). The exhibition closes on the 30th November. Check the programme here.

MM_cartaz.jpg

Na nossa residência de uma semana serrana, residir é mais um atravessar. A cadência do caminhar diário marca o passo e a perspetiva sobre o lugar, a que se juntam as pausas: tempos para parar, tempos para pensar. E para recolher também: objetos e imagens – as mentais e as outras.
E da entidade una da montanha, matérias por vezes despegam-se. São paus, ramos, pedras, frutos, pequenos animais, nevoeiro. Coisas intrigantes com as quais tentamos relacionar-nos, recuperar uma imagem na relação connosco e com a sua origem. Tudo é da montanha e tudo é de outra coisa também.
O trilho é circular, e vão-se descobrindo coisas no percurso.


Residir_LR.jpg

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Zine 8







fanzine by Ó! Edições with 12 exclusive illustrations by Daniel Moreira

Hand pulled silkscreen cover, paper Munken Pure 230gsm
2 coloured Risograph prints, paper Munken Pure 130gsm
series of 100
22 x 19,5 cm

Shuttle

Daniel Moreira e Rita Castro Neves






Apoio à nossa participação da exposição Jardim Atlântico no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial do Rio de Janeiro | Support for our participation in the exhibition Jardim Atlântico at the Brazilian Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial in Rio de Janeiro:

Programa Shuttle de Internacionalização Artística, Programa Pláka, Câmara Municipal do Porto
Artistic Internationalization Shuttle Program, Pláka Program, Oporto City Hall


 More info here.


Sem Imago Mundi

Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Sem imago Mundi.jpg

Exposição coletiva Sem Imago Mundi, antes um desvio aleatório com curadoria de Eduarda Neves, Planetário do Porto, 12 outubro a 16 Novembro 2018. Participando com Ana Guimarães e Tiago Veloso, Celeste Cerqueira, João Tabarra, Nuno Ramalho, Sérgio Leitão e Thiago Rocha Pitta.
Sem Imago Mundi, Antes um Desvio Aleatório,* toma como referencial crítico a obra de Lucrécio Da natureza das coisas [De rerum natura], poema filosófico dividido em seis livros, considerado um dos textos fundadores da cultura ocidental. Autor maldito, motivado pelo atomismo de Demócrito e pela filosofia moral de Epicuro de Samos, Lucrécio declara a presença do homem num universo sem deuses. Mais informação aqui.

Group exhibition Without Imago Mundi, A Random Diversion Instead, curated by Eduarda Neves, Planetário do Porto, 12th October – 16th November 2018. Participating along Ana Guimarães and Tiago Veloso, Celeste Cerqueira, João Tabarra, Nuno Ramalho, Sérgio Leitão and Thiago Rocha Pitta.
Without Imago Mundi, A Random Diversion Instead, takes as a critical reference the work of Lucretius 1 On the Nature of Things [De rerum natura], a philosophical poem divided into six books and considered one of Western culture’s founding texts. A cursed author, motivated by the atomism of Democritus and by the moral philosophy of Epicurus of Samos, Lucretius declares the presence of man in a universe without gods and distances himself from an anthropocentric vision. More info here.


Residência artística Montanha Mágica

Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Residência artística Montanha Mágica. Arte e Paisagem/ UBI Universidade da Beira Interior, Covilhã, 24 Junho a 1 de Julho. Inauguração da exposição Residir é mais um atravessar. 7 de novembro 2018. Mais info: http://montanhamagica.ubi.pt/

Artist residency Magic Mountain. Art and Landscape / UBI University of Beira Interior, Covilhã, Portugal, 24th June till 1st July. Exhibition opening 7th Nov 2018. More info: http://montanhamagica.ubi.pt/
  
residir.jpg

Na nossa residência de uma semana serrana, residir é mais um atravessar. A cadência do caminhar diário marca o passo e a perspetiva sobre o lugar, a que se juntam as pausas: tempos para parar, tempos para pensar. E para recolher também: objetos e imagens – as mentais e as outras.  
E da entidade una da montanha, matérias por vezes despegam-se. São paus, ramos, pedras, frutos, pequenos animais, nevoeiro. Coisas intrigantes com as quais tentamos relacionar-nos, recuperar uma imagem na relação connosco e com a sua origem. Tudo é da montanha e tudo é de outra coisa também.
O trilho é circular, e vão-se descobrindo coisas no percurso.
Serra da Estrela, Junho 2018.


Jardim Atlântico

Daniel Moreira e Rita Castro Neves

Jardim Atlântico no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial do Rio de Janeiro, em que participamos com Débora Mazloum, Hugo Rodrigues Cunha, Isaura Pena, Júnia Penna, Nena Balthar, Susana Anágua e Vanda Madureira. A curadoria é de António Olaio e Malu Fatorelli. 

The exhibition Jardim Atlântico at the Brazilian Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial in Rio de Janeiro, with ourselves, Débora Mazloum, Hugo Rodrigues Cunha, Isaura Pena, Júnia Penna, Nena Balthar, Susana Anágua and Vanda Madureira. The curatorship is by António Olaio and Malu Fatorelli. 

Convite_Jardim_Atlantico Paço.jpg

Jardins Botânicos, Coimbra e Rio de Janeiro (estudo 02), 2017/2018
Botanical Gardens, Coimbra and Rio de Janeiro (study 02), 2017/2018

Partindo da pré-existência dos jardins botânicos de Coimbra e do Rio de Janeiro, as fotografias a preto branco, mapeiam espaços, organizações, espécies e detalhes, sublinhadas e abertas pelos desenhos monocromáticos, num movimento em aproximação às práticas oitocentistas mais eruditas de tipo enciclopedista, mas também às mais privadas dos herbários caseiros e da observação natural da ilustração proto-científica ou mesmo dos primeiros fotogramas dos inícios da fotografia, de Henry Fox Talbot.

Jardins Botânicos, Coimbra e Rio de Janeiro (estudo 02)_resized_20180915_050742887.jpg

Alfabeto do Fogo, 2018 Som de Gustavo Costa.
Agradecimento especial ao Gustavo Costa/Sonoscopia.

Fire Alphabet, 2018. Sound by Gustavo Costa.
Special thanks to Gustavo Costa/Sonoscopia.

Alfabeto do Fogo é um vídeo realizado a partir de 30 fotografias em médio formato a preto e preto. A encenação proposta nesta animação, propõe uma linguagem nova – visual e sonora - a partir de dois paus queimados de uma árvore que outrora pertencia a uma floresta portuguesa, entretanto queimada nos grandes incêndios de 2017. Uma escrita de carvão para entender paisagens em mutação destrutiva.
É este o enquadramento (...) uma exterioridade que é o sincretismo de outra exterioridade. Robert Smithson descreveu tentativamente no seu “A provisional theory of non-sites” essa dualidade deslocada, ao mesmo tempo sintática e construtiva. O filme contido no dispositivo desenhado por Daniel Moreira explica esta sobreposição pois ele é o espaço (a superfície, o plano) que ganha forma, profundidade e conteúdo (na interação que se produz com as mãos e os paus de carvão, e no movimento de ambos) e que na cinemática que o invade se complica num sistema simbólico onde o reino puro das ideias (a abstração de que a folha branca tem uma densidade metonímica) se confunde expressivamente com a motricidade incompreensível, indeterminada dos dois paus de carvão. Pedro Pousada in "Trânsito vago", 2018

Alfabeto do Fogo_resized_20180915_050742441.jpg

Maputo 346,77km2

Daniel Moreira e Rita Castro Neves




Residência artística Maputo 346,77km2, julho de 2018, Moçambique. Instituto Camões/ Ministério Português dos Negócios Estrangeiros. Exposição no Camões - Centro Cultural Português em Maputo. Inauguração a 2 de agosto.

Artistic residency Maputo 346,77km2, July 2018, Mozambique. Instituto Camões / Portuguese Ministry of Foreign Affairs.
Exhibition at Camões - Portuguese Cultural Centre in Maputo. Opening on the 2nd of August.


Maputo Imagens Grelha.jpg